Relatos de um (quase) ex-misofônico – 1

Duas fotos, dois momentos*

O primeiro momento, à esquerda, estava na apresentação de Natal da turma de Alfabetização, na escola onde iniciei meus estudos. Neste dia estava com febre e com a garganta inflamada. Eram dias que vivenciei uma infância alegre, tranquila e bastante ruidosa, como deveria de ser. 
No segundo momento à direita, já havia se passado pouco mais de quatro meses desde a primeira foto. Estava no pátio externo de minha casa, registrando numa brincadeira, como eu reagia quando assobios me incomodavam. Essa foto foi um registro, cerca de vinte dias, após manifestar sintomas de incômodos auditivos a sons específicos.

Dois momentos: antes e depois da Misofonia

(*) Este texto foi originalmente publicado no Grupo de apoio [Misofonia – Síndrome] (10/04/2019), depois adaptado para o site antigo (18/04/2019) e agora foi readaptado para atualizar alguns detalhes que não constavam nas publicações anteriores.

O início

Em março de 1977, cerca de um mês após completar os sete anos, passei por um procedimento cirúrgico para extração das Amígdalas. Desde muito cedo elas inflamavam com frequência e eu era acometido por episódios de febre de trinta e nove graus (39 ºC), insistentes e que ocasionalmente me causavam um delírio desagradável, como se sentisse o atrito causado pela textura de alguns objetos passando por dentro de minha cabeça.
A cirurgia foi prescrita pelo pediatra que me atendia e realizada no Hospital da Beneficência Portuguesa. Antes da cirurgia, na enfermaria, pude conversar com outra criança que também ia passar pela mesma cirurgia e haviam outras que estavam internadas por diversos motivos. Todos os pais e enfermeiros repetiam que no dia seguinte eu já estaria bem e poderia tomar sorvete. Então entrei na sala de cirurgia e 3 segundos após a anestesia geral, apaguei.
Acordei saindo da sala de cirurgia, com sangue na boca e nariz e passei à noite na enfermaria. No dia seguinte fui pra casa, não conseguia comer nada e todos os sons estavam doendo nos ouvidos…fiquei um mês assim, até que os sons pararam de doer e a inflamação cedeu. Contudo comecei a perceber que em duas situações eu sentia um incômodo: o assobio do meu irmão e um som que eu nunca tinha percebido antes, o de limpar os dentes por sucção ou simplesmente – chupar os dentes.
Outras pessoas que conheci e que também passaram por esta cirurgia, não relatavam um período de recuperação tão complicada. Naquela época, ficavam em casa por um período breve e pronto. Contudo, não conheci ninguém que tomou sorvetes um dia após extrair as amígdalas. Eis aqui uma breve análise sobre como tenho lidado com Misofonia – gatilho a gatilho, considerando as hipóteses que venho estudando e são citadas nos mais diversos estudos acadêmicos sobre Misofonia e é claro, a minha percepção sobre cada gatilho considerando sua evolução em mim desde o início.
Para os estão conhecendo Misofonia agora, Gatilho – é um som específico que inicia, de forma exagerada, as respostas aversivas como angústia, raiva, ódio e outras emoções negativas. Eu nunca cito que é um “barulho”, pois na minha percepção isso confunde com Hiperacusia, que depende mais da intensidade ou da tonalidade do som.

Para saber mais sobre o que é Misofonia


 ⚠️ AVISO – A PARTIR DE AGORA VOU FALAR COM DETALHES SOBRE GATILHOS ⚠️
Algumas pessoas relatam que ao ler sobre determinado gatilho, começam a se sentir incomodados por ele. Então caso você não goste de ler sobre gatilhos pule este texto até o tópico: Minhas considerações.

Os gatilhos

Assobio ou assovio.

Foi o primeiro gatilho que pude perceber. Causa em mim, a aversão descrita nos relatos sobre misofonia, mas também um incômodo físico no ouvido direito. Estou com suspeita de Deiscência no canal superior Direito, ou seja, o canal superior da cóclea entrou no osso do crânio. Como os ossos do crânio também captam ondas sonoras, o assobio pode transmitir vibrações ao dito canal. Fora isso, quando comecei a sentir aversão a assovios, ainda tive meu irmão mais velho assobiando, o que me traumatizou ainda mais, acentuando o sofrimento e me condicionando negativamente, pois emitia um assobio agudo e intenso que ele fazia, achando que eu estava apenas me aproveitando para ter mais “mimos” das pessoas próximas. Isso tudo me torturava muito, mas ele não tinha consciência do que se passava dentro de mim.

Essa experiência negativa com meu irmão é consistente com uma hipótese que fui encontrando em pesquisas, como uma das causas da misofonia: um processo de condicionamento ou um reflexo condicionado a uma situação traumática.

Poderia explicar que em muitos relatos é citado o início dos incômodos durante as refeições, com a família à mesa, principalmente na infância. No meu caso, foi muito traumático, pois a inflamação que se seguiu após a cirurgia causou dores na garganta, ouvido e me fez passar dias na cama, pois qualquer som em qualquer intensidade me incomodava. Depois de um mês o que incomodava eram sons específicos que foram potencializados pelo meu irmão. Aí temos, também, espaço para suspeitar de Estresse Pós-Traumático. Mas eu estava no mundo de 1977… quem poderia diagnosticar isso?

Hoje, Perturbação de estresse pós-traumático (PSPT) (português europeu) ou transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) (português brasileiro) tem diagnóstico e tratamento e há vários estudos que o relacionam com Misofonia.

A suspeita levantada junto a otorrino que me atende desde 2017 é que a inflamação pós cirúrgica tenha alterado momentaneamente funcionalmente algumas estruturas do ouvido médio e interno e com isso a proteção contra ruídos altos. Pode explicar a Hiperacusia que me afetou cerca de um mês até a inflamação ceder. Pode ainda ter iniciado um comprometimento no canal auditivo superior. 

Sons de mastigação e sugar os dentes

A hipótese que esteja, em mim, relacionada a TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo. O tratamento de TOC com TCC – Terapia Cognitiva Comportamental está diminuindo a percepção e a reação a este gatilho. Observando meu histórico, quando aos sete anos comecei a perceber que sons de chupar dentes me afetava, busquei um livro e comecei a rasga-lo a parte superior de cada folha. O rasgo era proporcional ao incômodo, tipo: chupadas rápidas eu rasgava menos de um centímetro; as “rasgadas mais profundas” eram proporcionais ao som mais prolongado. Curiosamente, em função da numeração das páginas do livro e no ritmo que as pessoas ao meu redor produziam esse gatilho, comecei a contar quantas vezes eu percebia o som gatilho.

Foi o início de contar as “coisas” em outras situações, como os postes que eu via na estrada durante uma viagem ou os passos que eu realizava até um destino. E quando começava, não conseguia parar, ficava numa ansiedade e precisava continuar a contar. Então toda vez que alguém “chupava os dentes”, eu já estava contando e esperando o próximo. Depois comecei a me incomodar com chupar quase tudo, de ossos, sopa a espinhas de peixe e, por último a mastigação de boca aberta.

Vale dizer aqui que antes disso nem percebia que as pessoas chupavam dentes. É como se fosse um som novo no mundo, para mim. O pior é que as pessoas o fazem sem perceber, pois, na maioria das vezes, é automático.

Então no meu caso, para esses gatilhos, as estratégias de lidar com TOC vem diminuindo o incômodo. Atualmente quase não percebo sintomas similares a TOC.

Sons de lixar superfícies

Estes sons não causam aversão como os outros, mas uma sensação que a lixa está atuando no meu tecido esponjoso cerebral. É a única forma que consigo ilustrar (rsss). Claro que isso atrapalha minha atenção. É interessante que esta sensação era similar à que sentia durante os episódios de febre delirante. isso antes da cirurgia e da Misofonia. A febre delirante terminou, mas a Misofonia começou. Esse é o único gatilho que ainda não tenho solução ou tratamento. De repente é um efeito ASMR ultra exagerado. ASMR é a resposta meridiana sensorial autônoma, pois, ao contrário de quem sofre por causa da Misofonia, alguns sentem um prazer “arrepiante” ao ouvir alguns sons, como os de pessoas sussurrando.

Sons percutidos ou batidas de modo geral

Consegui superar esse gatilho com controle emocional de ansiedade e habituação, TCC e Acupuntura. Os sons percutidos que mais frequentemente ouço é o das pessoas batucando nas mesas enquanto trabalham, sons de passos no teto, canetas com ponta retrátil sendo acionadas, teclados, etc… Nenhum deles me afetam mais. Então para este gatilho considero que houve uma “cura” total. 

Barulhos de modo geral

Eu só chamo de barulho um som ou ruído em alto volume. Desde que não sejam nenhum dos gatilhos acima, não me incomodam dentro dos limites que meu sentido da audição pode suportar ou dependendo da atividade que esteja realizando. Ou seja, não sofro de HIPERACUSIA atualmente. De qualquer forma, eu evito ambientes muito ruidosos por muito tempo, para não piorar os problemas auditivos e ser mais um ponto de estresse na hora de reagir a um gatilho. Então não serei encontrado, espontaneamente, em show com caixas acústicas despejando toda a sua potência sonora.

Zumbidos (Tinittus)

Percebo 4 tipos de zumbidos. Dois são constantes. Em um deles parece um som de grilo o tempo todo, mas fica mais evidente quanto mais silencioso estiver o ambiente e o outro é quase um chiado, parecido com Ruído Branco.  Estou tão habituado a eles que quase não os percebo mais. Acredito que a terapia para os sons percutidos tenha me imunizado aos zumbidos presentes “dentro da minha cabeça”. Ainda há mais 2 zumbidos que são esporádicos e os percebo mais no ouvido esquerdo. Eles soam mais como um tom puro e um deles pude comparar com um aplicativo que gera tons com a forma de onda triangular e variam de 4.000 Hz e 6.000Hz. Tenho perda auditiva neurossensorial em 4.000 Hz, conforme as últimas Audiometrias que realizei. 

Eu citei somente esses cinco: Assobio, lixar, mastigação, chupar dentes e percutidos, pois são os que mais sobressaíram em 42 anos convivendo com o problema. Depois de um tempo sofrendo e sem perspectiva de melhorar, fui me tornando irritável a outros estímulos. Sons específicos, pessoas com marcadores linguísticos (ok, ok, né, né, entendeu, entendeu), Sibilâncias (finais de frase com ruído de “S” muito forte) e até situações irritantes diversas, envolvendo lidar com pessoas. Todos esses, ao meu ver, são gatilhos de ‘fundo comportamental’ provocados pelo estresse e distorção causados pelo sofrimento da Misofonia, em quem vivencia o problema. Não é à toa que nos grupos de apoio, há muita irritação relatada contra as pessoas, animais ou objetos que produzem gatilhos. No meu caso, mudanças de atitude e Psicoterapias, independente do conhecimento do terapeuta sobre Misofonia, podem ajudar e até resolver, mas vai depender das habilidades do terapeuta na utilização de várias abordagens, e após descartar a presença de outros problemas médicos ou psiquiátricos. Utilizei bastante os pressupostos da TCC junto com uma terapeuta comportamental e isso me ajudou a reduzir esses episódios de aversão. Para estes gatilhos “comportamentais” considero que estou quase curado. E curado não significa que tolero quando os ouço, mas que quase nem os percebo.

Saiba mais sobre em Psychology Today

Minhas considerações

É possível perceber nos parágrafos acima que para cada gatilho há um abordagem e conduta terapêutica diferente, pois, a Anamnese – que consiste no histórico de todos os sintomas narrados pelo paciente, é distinta para cada um de nós e para cada gatilho. Eu recomendo realizar essa Anamnese com Psicólogo(a) bem qualificado, pois eles têm as ferramentas mais eficientes para te ajudar a determinar o que difere para cada gatilho ao nível de sentimento/emoção e considerando traumas a situações que, às vezes, nem lembramos. Eu fui realizando esta anamnese em paralelo com uma Otorrinolaringologista, pois testes para verificar Níveis de desconforto auditivo, DPAC – Distúrbio de Processamento Auditivo Central complementam e outros possíveis problemas auditivos. Com um(a) Psiquiatra serão abordagens para avaliar outros aspectos de nossa saúde mental, como níveis de depressão, ansiedade, transtornos dissociativos presentes, etc. Com Neurologista podemos verificar algum desequilíbrio químico do nosso cérebro e presença de tumores. Vejam que é uma abordagem multidisciplinar. Tenho lido muitos relatos de Misofônicos nos grupos de apoio, onde eles reclamam do insucesso quando a consulta é direcionada somente a uma especialidade e, principalmente, quando estes profissionais não conhecem ou “nunca ouviram falar” sobre Misofonia.
Eu insisto em dizer que uma abordagem com apenas um profissional pode não ser bem sucedida pois não adiantar tentar resolver, por exemplo, aspectos emocionais e/ou comportamentais com a Terapia Cognitivo comportamental, Hipnose, BrainspottingEMDRNeurofeedback, Acupuntura e outros tratamentos válidos, se há a possibilidade de haver algum tipo de desequilíbrio químico no cérebro, ou outros transtornos médicos, fonoaudiológicos ou psiquiátricos, agindo em conjunto. Lembrando que a relação entre Misofonia e estes ainda é desconhecida.

Posto isso, vou completar que já tive situações extremas de ser incomodado, ter ódio, querer o mal de quem produzia sons, principalmente entre os meus 20 e 30 anos de vida, mas entendi depois que – reverberar o ódio e intolerância, independentemente de ser por causa da Misofonia ou do mundo, não ajuda, só piora os sintomas com o tempo. Sou agradecido por amadurecer com esta compreensão.
Não sou nenhum ser especial, apenas lutei e luto contra a Misofonia e não contra os sons. Contudo, nada impede que tenhamos que tomar medidas protetivas/preventivas se outros abusam do sossego alheio. O problema é quando essas medidas são a estratégia principal pois – o mundo não vai ser mais silencioso, pelo contrário.
Então além das medidas protetivas, medidas de tratamento da raiz de tudo – MISOFONIA – precisam ser levadas à sério.
Vou desenvolver estas considerações nas próximas publicações, onde vou mostrar todo o processo e o caminho que segui até chegar aqui e espero que este texto te traga novas luzes sobre como enfrentar Misofonia gatilho a gatilho. Eu torço para que todos possam tratar os problemas com a vida e com a Misofonia. 

E agora, assuntos para os próximos capítulos

Após o texto ser publicado no grupo apoio e um pouco antes de fazê-lo no site antigo (18/04/2019) , iniciei um tratamento novo. Na primeira sessão, o som de um assobio não me afetou. Na segunda sessão a terapeuta mastigou, sem perceber, um doce e eu nem me incomodei. Na terceira sessão deixei, por alguns minutos, de perceber o zumbido (chiado e grilos). E tudo isso nas primeiras sessões pois estava no início deste novo tratamento.
Trata-se do Protocolo PS para o Tratamento da Misofonia com Terapia EMDR, desenvolvido pela Psicóloga Patrícia Santana. Este protocolo segue as 8 etapas da Terapia EMDR, mas são direcionadas para a Misofonia. Na publicação original eu estava na segunda Etapa. Até a publicação deste texto neste site novo já experimento semanas sem que nenhum, MAS NENHUM, gatilho me afete com relação aos sintomas de Misofonia, como afetavam antes. O assobio – o pior dos gatilhos em mim, não me afeta mais. Ainda tenho que tratar o incômodo auditivo que descrevi no tópico Os Gatilhos, mais acima.

Publicado em 19/05/2019 no Grupo Misofonia – Síndrome, comemorando minha ida ao Circo

Aos 21 dias sem Misofonia, publiquei no grupo de apoio um texto comemorando minha ida ao Circo com minha família. Naquele local todos os gatilhos possíveis e inimagináveis estavam presentes e nem me afetaram. Então, creio que estou no caminho certo. Os detalhes irei revelando nas próximas postagens, mas não difere das atitudes que venho tomando e que facilitam o uso dessas terapias, como expliquei anteriormente.

Também vai ficar para outra postagem, o processo de dessensibilização dos gatilhos percutidos que realizei, conforme citei nesta publicação.

Então aguardem os próximos capítulos.

Coragem! Vamos vencer a Misofonia.

Semana Estadual de Conscientização sobre Misofonia – SECSM-2020

O Estado de São Paulo é pioneiro em criar uma Lei que institui a [Semana Estadual de Conscientização sobre a Misofonia], a ser realizada, anualmente, na segunda semana de maio. O evento levará a portadores de Misofonia, profissionais de saúde, juristas e associações a oportunidade para debater questões como as dificuldades que os pacientes enfrentam desde a obtenção de um diagnóstico até o acesso ao tratamento adequado e a falta de capacitação do profissional da área da saúde. 

A Lei No, 16.638 foi sancionada pelo Governo de São Paulo a Lei em 5 de janeiro de 2018. O Projeto de Lei é de autoria do Deputado Gil Lancaster. 

Conforme o Artigo 1 da Lei, será realizada, anualmente, na segunda semana de maio

A Associação Virtual Brasileira de Misofonia tem a missão de divulgar sobre a Misofonia para toda a sociedade. Durante a campanha estadual realizaremos ampla divulgação para:

  • Divulgação para
    • Prefeitos e Secretários de Saúde (650)
    • Membros de Conselhos Municipais de Saúde (10.545)
    • Hospitais públicos e privados
    • Imprensa
    • Instituições de Ensino e Pesquisa
  • Incentivo a criação de fóruns para Promoção de Políticas Públicas para:
    • Acolhimento de pacientes com suspeita de Misofonia na Rede Pública de Saúde: SUS, CAPS, RRAS,UBS, Clínicas Universitárias
    • Elaboração de Protocolos Técnicos para manejo terapêutico
    • Apoio Jurídico para questões de cidadania

Em 2020 realizaremos a terceira edição desta campanha. O projeto será desenvolvido na Área de Projetos do PGCM

Acesse as edições anteriores no Facebook:

SECSM-2018

SECSM-2019

Nossa Publicação na OMS – Organização Mundial de Saúde

Dia Nacional da conscientização sobre a Misofonia – 2019

A Campanha sobre a Misofonia tem o objetivo principal de informar corretamente à população, autoridades e profissionais sobre esse transtorno que afeta milhares de pessoas no Brasil e no mundo. É objetivo,também, incentivar mais pesquisas sobre a Misofonia, um tipo crescente de hipersensibilidade auditiva e intolerância a sons baixos e repetitivos do dia a dia. Conhecida também como Síndrome de Sensibilidade Seletiva do Som ou 4S, esse incômodo, em mais de 90% dos casos, tem início na infância e na adolescência. Além disso, a falta de conhecimento faz com que os misofônicos sejam taxados. Isso aumenta ainda mais seu sofrimento, seja no seio familiar, no trabalho, escola, lazer, relacionamentos, etc.

O Dia Nacional da conscientização sobre a Misofonia ou Dia M, surgiu da necessidade de se criar um evento de divulgação, a AVBM e o Grupo Misofonia Síndrome, em 2017, iniciaram contato com outras iniciativas, como a do projeto então em tramitação na Alesp – Assembleia Legislativa de São Paulo, que posteriormente virou Lei e a campanha do Dia Nacional de Conscientização do Zumbido, denominado Novembro Laranja. Fomos então convidados pelo Instituto Ganz Sanchez a participar de eventos do Novembro Laranja, sendo a data de 12/11 sugerida para o Dia Nacional da Conscientização da Misofonia e 13/12 sugerida para o Dia Nacional da Conscientização da Hiperacusia.

A Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido foi criada em 2006 pela Dra. Tanit Ganz Sanchez para realizar ações voluntárias de divulgação do assunto durante todo o mês de Novembro, período que inclui o Dia Nacional de Conscientização do Zumbido (11/11). A Campanha recebeu o nome de Novembro Laranja e passou a ser promovida pelo Instituto Ganz Sanchez, incluindo também problemas de hipersensibilidade auditiva: Misofonia (12/11), Hiperacusia (13/11) e Fonofobia.

Acesse o Evento no Facebook em 2017 aqui

Acesse o Instituto Ganz Sanchez e material para divulgação aqui

Lista de Projetos

Eis algum dos projetos que estamos desenvolvendo com ajuda de voluntários e parceiros.

Portal de Gestão do Conhecimento em Misofonia

O projeto Portal de Gestão do Conhecimento em Misofonia – PGCM, vem preencher a necessidade de reunir diversas informações através de ferramentas colaborativas que permitem uma Gestão do Conhecimento sobre Misofonia, oferecendo estudos, fóruns, projetos e ferramentas para pesquisadores. Saiba mais.

Dia da Misofonia – 2019

Este projeto envolve ações voluntárias e estratégias de divulgação em larga escala, na Sociedade Brasileira, de forma virtual e presencial, em torno do Dia da Conscientização da Misofonia – 12/11 ou Dia M. O projeto estará inserido na programação do Novembro Laranja, criado pelo Instituto Ganz Sanchez. Saibas mais.

Semana Estadual de Conscientização sobre Misofonia – SECSM-2020

Terceira edição da Semana Estadual de Conscientização sobre Misofonia em São Paulo. Este evento foi instituído ao calendário oficial do Estado de São Paulo pela Lei nº 16.638, de 05/01/2018 a partir do projeto de Lei nº 468/2017. Saiba mais.

Novo site misofonia.org

Projeto para migração deste site, com reestruturação de layout e conteúdo. O site antigo poderá ser acessado até 15/06/2010 neste link

Lista de Profissionais de Saúde

Esta lista foi elaborada a partir de relatos nos grupos de apoio, através de postagens no Facebook e por profissionais que nos contataram por e-mail.

Vamos migrar e atualizar nossa Lista de profissionais para novo formato até 16/06/2019.

Eis a listagem que estava postada no site anterior até 31/05/2019.

Indique um Profissional que trate pacientes com Misofonia

Indique o nome do profissional que trata pacientes com Misofonia
Indique qual é a especialidade do Profissional de Saúde
Qual o endereço onde o profissional atende
Qual a cidade que profissional atende
Telefone ou celular para contato

Portal de Gestão do Conhecimento em Misofonia – PGCM

Em breve vamos liberar o acesso do Portal de Gestão do Conhecimento em Misofonia – PGCM, para todos os públicos interessados:

  • Misofônicos
  • Profissionais de Saúde
  • Pesquisadores
  • Demais interessados

Neste portal serão oferecidos gratuitamente:

  • Estudos
  • Fóruns temáticos sobre Misofonia
  • Projetos e Voluntariado
  • Espaço para Pesquisadores
  • Diversos tópicos referente a Misofonia
  • Espaço para Eventos online como Palestras, Simpósios e  eventos de pequeno porte  
Categorias iniciais do PGCM
Conteúdo do Estudo Básico

O acesso ao portal será mediante cadastro de e-mail e senha. Este acesso será garantido por Certificado SSL* para proteger os dados pessoais e a privacidade dos usuários. A data de acesso ao conteúdo será informada nas nossas redes sociais.

Estamos construindo o conteúdo deste portal. Em função disso estamos convocando voluntários para colaborar com suas habilidades em:

  • Design Gráfico
  • Jornalismo
  • Pedagogia
  • Gestão de Projetos
  • Marketing
  • Cursos EaD
  • Eventos

*SSL -do inglês Secure Sockets Layer. Assim como o TLS, é um protocolo que por meio de criptografia fornece confidencialidade e integridade nas comunicações entre um cliente e um servidor, podendo também ser usado para prover autenticação. Veja também HTTPS.

Cartilha de Segurança para Internet 


Grupos de Apoio

Você não está sozinho, estudos indicam de de 10% a 20% da população sofre de alguma forma de intolerância auditiva. Eis aqui alguns grupos em redes sociais que podem ajudá-lo através da troca de experiências e relatos.

No Facebook há o Grupo [Misofonia Síndrome]. Criado em 2012, o grupo já conta com a participação de mais de 4.648 membros (atualizado em 01/06/2019). Nele você poderá desabafar, trocar idéias, depoimentos pessoais, apoio dos outros membros que são afetados pela Misofonia. Este grupo é fechado, portanto todas as postagens só estarão visíveis para os membros do mesmo. Para acessá-lo, clique aqui

Maior grupo de apoio de Misofonia no Facebook. Criado em 2012, este grupo possui mais de 19.000 participantes. Há regras rígidas para ingresso, onde só quem sofre de Misofonia pode participar. Também há o serviço voluntário de mentoria e aprendizagem para participantes que ainda estão descobrindo o que é Misofonia. Para acessá-lo, clique aqui

Agora é Lei – Semana Estadual de Conscientização sobre a Misofonia

Postado originalmente em 16 de mai de 2018 00:57 por Alexandre Mota

No último dia 2/05/2018 foi ao ar o Programa Agora é Lei da TV ALESP, com a apresentadora Carla Francisco.

Participaram deste programa a Dra Tanit Ganz Sanchez, otorrinolaringologista, Pedro Henrique Kaddoum , advogado, e Psicóloga Agnes Siqueira, pra falar da lei 16.638 de 2018 que institui a Semana Estadual de Conscientização sobre Misofonia – São Paulo.

No Facebook: https://www.facebook.com/avbmorg/posts/324551154742868

Vídeo da TV ALESP

Artigo científico publicado pelas maiores autoridades em Misofonia

O que é Misofonia?

Postado originalmente em 22 de mar de 2018 08:50 por Alexandre Mota

Publicado em 7/02/2018 pela revista Frontiers in Neuroscience, este artigo escrito em formato de Revisão de Literatura reúne tudo o que se conhece sobre Misofonia à luz das pesquisas recentes. Seus autores são os mais renomados pesquisadores da atualidade, sendo um marco na divulgação científica do que se conhece sobre Misofonia.

Destacamos o seguinte trecho do estudo:

A misofonia é uma síndrome neuro-comportamental caracterizada pela maior excitação emocional do sistema nervoso autônomo e reatividade emocional negativa (por exemplo, irritação, raiva, ansiedade) em resposta a uma diminuição da tolerância para sons específicos.

Investigando a Misofonia: Uma Revisão da Literatura Empírica, Implicações Clínicas e uma Agenda de Pesquisa


Link para o artigo (em inglês): https://goo.gl/D2bwTU

ou este: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnins.2018.00036/full

Link para versão traduzida automaticamente pelo Google

São Paulo: Misofonia entra no calendário oficial do estado

Postado originalmente em 29 de jan de 2018 10:48 por Alexandre Mota

O Estado de São Paulo é pioneiro em criar uma Lei que institui a [Semana Estadual de Conscientização sobre a Misofonia], a ser realizada, anualmente, na segunda semana de maio.

O evento levará a portadores de Misofonia, profissionais de saúde, juristas e associações a oportunidade para debater questões como as dificuldades que os pacientes enfrentam desde a obtenção de um diagnóstico até o acesso ao tratamento adequado e a falta de capacitação do profissional da área da saúde. A Lei No, 16.638 foi sancionada pelo Governo de São Paulo a Lei em 5 de janeiro de 2018.

O Projeto de Lei é de autoria do Deputado Gil Lancaster. Conforme o Artigo 1 da Lei, será realizada, anualmente, na segunda semana de maioEste ano a semana acontecerá entre 6 e 12 de maio.

A Associação Virtual Brasileira de Misofonia tem a missão de divulgar sobre a Misofonia para toda a sociedade. Nesta campanha estadual haverá ampla divulgação para:

  • Prefeitos e Secretários de Saúde
  • Membros de Conselhos Municipais de Saúde
  • Hospitais públicos e privados
  • Imprensa
  • Associações Civis
  • Profissionais de Saúde
  • Instituições de Ensino e Pesquisa


Para acessar o Texto da Lei: https://www.al.sp.gov.br/norma/?tipo=Lei&numero=16638&ano=2018

Para acessar o diário Oficial: http://dobuscadireta.imprensaoficial.com.br/default.aspx?DataPublicacao=20180106&Caderno=DOE-I&NumeroPagina=1